Professora Giselle de Ed. Física realiza atividade com o 1° ano do Ensino Médio. Atividade de consumo e gasto calórico, aprofundando os conhecimentos vistos em sala na realização de programas especificos.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
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| 17/09/2012 a 11/10/2012 | Inscrições. Obs.: Período de inscrição com redução de 50% e 75% do valor da taxa, além de isenção, será divulgado futuramente. |
| 18/11/2012 | Provas da 1ª Fase. |
| 04/12/2012 | Divulgação da lista de convocados para a segunda fase. |
| 16 e 17/12/2012 | Provas da 2ª Fase. |
| 09 a 15/12/2012 | Provas de habilidades: Cursos da capital e de Bauru. |
| 28/01/2013 | Divulgação dos resultados. |
| 05 e 06/02/2013 | Matrícula dos convocados. |
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Parabéns a todos que participaram da Olimpíada de Língua
Portuguesa – Escrevendo o Futuro- 3ª Edição , especialmente aos alunos : Isabelle
Carvalhais Gomes – 5ª C , Gabrielle
Isabel Alves Toledo – 7ª B, Demirwilliam Rogério de Almeida – 8ªB , pois tiveram
seus textos selecionados para a etapa seguinte.
A Cidade que mora em
mim
Eu era um menino
muito arteiro. E como meus pais eram muito severos, meu lugar favorito para
aprontar era a escola onde eu estudava. Lembro-me de uma vez que eu estava na
sala e minha professora tinha uma enfermidade nos olhos, então ela sempre
levava um algodão com um copo de água para umedecê-los. Resolvi aprontar uma.
Coloquei tinta de caneta na água que ela usava,
quando ela molhou seus olhos, começou a chorar. E eu me diverti. A
professora da sala ao lado ouviu o tumulto e foi logo perguntando quem tinha
feito aquilo. Meus amigos logo me deduraram. Então a professora me deu um tapa.
Depois veio o diretor puxou a minha orelha e me arrastou até a sua sala.
Quando chegou lá, ele
me perguntou qual tinha sido o lugar que eu levei o tapa. Eu disse ‘’deste lado’’, achando que
ele ia punir a professora, então ele bateu do outro lado. Quando eu cheguei em
casa relatei o acontecido, levei o terceiro tapa, desta vez da minha mãe.
Outra traquinagem
minha foi na rua onde eu morava. Naquele tempo, as crianças ainda podiam
brincar na rua. Havia poucos carros transitando. Numa dessas ‘’peladas’’ de fim
de tarde, acabei chutando sem querer a bola em um fio de alta tensão. Quase
toda a rua ficou sem energia. E como esses acontecimentos voam, quando cheguei
em casa, minha mãe já estava sabendo do ocorrido. Mas foram as palavras de meu
pai que me fizeram sentir um pânico que ainda hoje me lembro com clareza. ‘’ Vá
para seu quarto’’, ele disse com estas
palavras enxutas. Quando ouvi estas palavras achei que seriam as últimas. Mas
subi sem contestar suas ordens, era arteiro, mas não era louco.
Fiquei em meu quarto
sozinho só por uns segundos, no entanto
pareceram horas que foram interrompidas pelo abrir e fechar da porta
anunciando sua chegada. Ele parecia maior naquele momento. Então fui recuando
diante de sua presença. Cheguei ao limite. Estava grudado na parede, seria o
meu fim.
Meu pai tirando sua
cinta de couro, uma gaiata da qual ele não se separava quase nunca. Estava a
poucos centímetros de mim. Eu podia ouvir a sua respiração. Mas, de repente deixou sua cinta cair, assim
como as suas lágrimas. Ficamos ali imóveis, nós dois. Nunca vou me esquecer
desse dia, o que ele chorou naquela hora,
eu choro neste momento. Foi à maior surra que já levei em toda a minha
vida. ‘’ Uma surra moral’’.
Já não era tão
criança, estava com treze anos e comecei a trabalhar em um jornal. Eu limpava a
oficina, os banheiros e as máquinas. Depois me tornei tipógrafo, uma profissão
que hoje não existe mais.
Logo depois comecei
a namorar e, ainda hoje me lembro que ficávamos na pracinha da minha vila ‘’ A
Vila Marcondes’’. Nesta época, não havia a destruição que há hoje; não havia pichações,
nem depredações. Era um lugar bonito.
Vivi muitas mudanças
na minha cidade. Algumas como já disse, boas e outras, ruins. Umas delas foi o
‘’Centro Cultural Matarrazo’’ que na minha época de garoto era só um armazém
para depósito de café e hoje deposita cultura e lazer.
A minha história se
mistura com a história desta cidade, Presidente Prudente. O meu casamento de
cinqüenta e cinco anos vividos aqui, meu namoro de dez também vividos aqui, o
meu trabalho no jornal local. Às vezes, me pergunto se eu moro em Presidente
Prudente ou se ela que mora em mim.
As aparências enganam
Necessitando de um
pouco de lazer, fui ao parque do povo, uma paisagem que transporta você para um
lugar que parece não pertencer a esta cidade, presidente prudente. Muitas árvores,
crianças e animais dividindo este oásis cercado por muros de concreto. E foi
neste lugar magnífico, entre saques e manchetes e um calor insuportável de uma
partida de vôlei, que a natureza me chamou.
Subindo as pressas as
escadas e atravessando o alambrado “finalmente” cheguei ao banheiro.
Abrindo a porta
rapidamente, notei que algo estava errado, pois quando respirei naquele
ambiente, percebi que o cheiro do lugar estava diferente dos outros banheiros
masculinos que eu havia entrado.
O perfume que eu sentia era doce como a
“mulher” que o estava usando. Quando eu vi aqueles cabelos longos e loiros,
logo, pensei, “deve ser um engano, meu ou dela”, então eu a toquei no ombro com
o meu dedo indicador de leve, porque é assim que se devem tratar as mulheres.
No entanto, quando ela se virou e pude ver a
sua face, levei um susto tão grande que até me perdi com as palavras. A partir
deste momento ela, que já não merecia esse titula, me falou com a sua grossa
voz “Qual foi, meu irmão”. Sem nada a dizer, eu apenas me virei e voltei para a
quadra.
Enquanto eu voltava,
não podia deixar de pensar porque ainda não se pensou em construir um terceiro
banheiro para travestis, pois situações como estas são desconcertantes para
ambas as partes. Se existem banheiros para senhores e senhora, porque não para
esta que é considerada uma classe emergente?!
Depois disso tudo,
pude chegar a uma conclusão, os sustos podem até atrasar as necessidades
fisiológicas.
Minha Pequena Grande
Cidade
Minha cidade é o
lugar
Onde gosto de morar
Há lugares para
estudar,
Trabalhar e passear.
Tem teatros...
Que levam historia e
fantasias
Nos cinemas
passeamos
Com amigos todos os
dias.
Mas nem tudo é tão
perfeito assim,
Com o crescimento da
cidade
Também aumentaram as
necessidades.
Assaltos, homicídios
e tráficos de drogas
Infelizmente tinham
que aparecer.
Todos os dias na
mesma empreitada.
Acordam antes do sol
E só voltam para
casa
Com a noite já
enluarada.
A minha cidade é
assim
Um lugar que tem
alegria
Mas que também tem
nostalgia
Um lugar perfeito para
mim...
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