TEATRO
O teatro é uma das
expressões humanas mais antigas e reflete o espírito lúdico, a nossa potência
imaginativa para jogar com a realidade. Nas sociedades primitivas, o teatro
surge como ritual mágico destinado a obter o favor dos deuses na caça ou na
colheita. Presente na cultura de muitos povos, o teatro é uma manifestação
artística que se desenvolveu espontaneamente em diferentes lugares. Na Grécia,
porém, o teatro teve um florescimento admirável, graças à genialidade dos
dramaturgos gregos, que inventaram um jeito de contar histórias do modo como
hoje conhecemos o que chamamos de teatro.
O teatro surgiu em
Atenas, na Grécia antiga, a partir do culto a Dionísio, realizado nos festivais
em sua homenagem, nas festas da primavera e do vinho. Nos festivais de
Dionísio, especialmente em Atenas, performances dramáticas eram
representadas, de forma que o culto ao deus pode ser relacionado ao gênero
dramático. Ou seja, havia a representação simbólica da morte e da ressurreição
do deus; o relato mítico narrado/ representado pelos atores e pelos
espectadores. As pessoas envolvidas no jogo dramático eram partícipes de uma
mesma crença, de uma mesma celebração. É justamente dessa dimensão
ritualística, do elo entre o sagrado e o profano, entre cotidiano e extra
cotidiano que se dá a feitura da linguagem do teatro. É justamente da dimensão
simbólica, da mentira compartilhada, que se dá a experiência da arte teatral.
Na Grécia antiga os
festivais de teatro tinham grande importância. Dedicados às tragédias ou às
comédias, eles eram financiados pelos cidadãos ricos; o governo pagava aos mais
pobres para que pudessem comparecer às apresentações. Os festivais dedicados à
tragédia ocorriam em teatros de pedra, ao ar livre, nos quais se escolhia o
melhor autor, pois, embora alguns atores fizessem sucesso, os grandes ídolos do
teatro eram os autores. As apresentações duravam vários dias e começavam com
uma procissão em homenagem ao deus Dionísio, considerado protetor do teatro. A
plateia acompanhava as peças o dia todo e reagia com intensidade às encenações.
No palco, os atores
usavam sapatos de sola alta, roupas acolchoadas e máscaras feitas de panos
engomados e pintados, decoradas com perucas e capazes de amplificar a voz.
Hoje, os festivais de
teatro são o espaço para que grupos teatrais possam mostrar o melhor de sua
tradição teatral ou para que diretores mostrem inovações na linguagem teatral.
Nos festivais, há grupos que já têm uma longa estrada percorrida e outros, que
estão começando; há atores consagrados e os que mostram seu ofício pela
primeira vez. As encenações vêm acontecendo tanto em espaços cênicos
convencionais como em espaços alternativos. Os festivais de
teatro são uma força
geradora de aproximação entre teatro e público, movendo o espectador à
experiência de ir ao teatro. Os festivais de teatro também aproximam o
espectador de diferentes grupos brasileiros e de outros países, sendo uma
potente forma de mediação cultural.
A quarta parede é uma parede
imaginária situada na frente do palco do teatro, através da qual a plateia
assiste passiva à ação do mundo encenado. A origem do termo é incerta, mas
presume-se que o conceito tenha surgido no século XX, com a chegada do teatro
realista. Apesar de ter surgido no teatro, onde os palcos, geralmente de três
paredes, apresentam mais literalmente uma “quarta parede”, o termo é usado em
outras mídias, como cinema, televisão e literatura, geralmente para se referir
à divisória entre a ficção e a audiência. A quarta parede é parte da suspensão
de descrença entre o trabalho fictício e a plateia. A plateia normalmente
aceita passivamente a presença de uma quarta parede sem pensar nela
diretamente, fazendo com que uma encenação seja tomada como um evento real a
ser assistido. A presença de uma quarta parede é um dos elementos mais bem
estabelecidos da ficção e levou alguns artistas a voltarem a sua atenção para
ela como efeito dramático.
DANÇA
O palco do teatro,
que era tradicionalmente o espaço cênico pensado para a dança, era o local onde
todas as ações aconteciam. Atualmente, o palco cênico é apenas uma das
possibilidades entre tantas existentes. Hoje, os espetáculos de dança, além de
acontecerem em diferentes espaços, buscam integração entre bailarinos e
plateia. Na cena da dança contemporânea, a quarta parede foi “derrubada”. Mais
precisamente, naqueles espetáculos em que os atores-bailarinos “saem do palco”
e se relacionam diretamente com as pessoas do público, seja sentando ao seu
lado, oferecendo algum objeto ou até mesmo convidando pessoas do público para
atuar em uma pequena cena que será montada aos olhos do público.
Crescem no Brasil e
no mundo os espaços para as apresentações cênicas. O teatro, que era
originalmente o lugar mais apropriado para os espetáculos de dança, teatro e música,
abre suas portas, permitindo que os espetáculos sejam encenados nas ruas,
parques, circos, igrejas, comunidades, praças, hospitais, fábricas, espaços
restaurados, galerias de arte etc. Dessa maneira, abrange um público muito mais
diversificado ao mesmo tempo em que abre um diálogo bem mais envolvente entre
Arte-espaços-público interessado.
MÚSICA
O público tem contato
com as obras musicais de várias formas, além das gravações em discos, CDs, mp3,
rádio, cinema e televisão. Frequentam teatros, bares com música ao vivo, casas
de shows, igrejas, praças públicas, estádios, grandes estacionamentos e
parques.
Antigamente, havia
restrição técnica para a realização de espetáculos de grandes dimensões.
Os teatros,
auditórios, salas de concertos e de cinemas, e mesmo os coretos das praças, atendiam
a um público restrito. A cada dia, esses espaços culturais estão mais bem
preparados para oferecer som de qualidade, iluminação, cenários e acomodações
para receber o público. Os telões apoiam a visão para que os detalhes sejam
vistos por todos.
Na Música Popular
Brasileira, os festivais de música tiveram seu ápice nas décadas de 1960 e
1970. Eram muito competitivos, com torcidas organizadas que aplaudiam seus
preferidos e vaiavam os concorrentes. O 3o Festival de Música Popular
Brasileira, que aconteceu em 1967 no Teatro Paramont (atualmente Teatro Abril),
foi uma das primeiras vezes em que a guitarra elétrica apareceu na MPB, fora do
rock. Ela foi usada na apresentação da canção Domingo no parque,
de Gilberto Gil, interpretada por ele, pelo grupo Os Mutantes e pela orquestra
da TV Record, com arranjo e orquestração do Maestro Rogério Duprat e regência
do Maestro Ciro Pereira.
Uma das
características desses festivais era a disponibilização de arranjadores e
orquestradores para que os compositores pudessem apresentar suas músicas de
forma bem profissional. Jovens compositores se apresentaram nesses festivais e
transformaram-se em grandes nomes da música brasileira, como Chico Buarque, Edu
Lobo, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tom zé e tantos outros.
Nos Estados Unidos,
há também um histórico festival de música, que teve seu início com a onda hippie,
no final da década de 1960: o Festival de Woodstock. Um público enorme
participou, assistindo a muitas bandas também formadas por jovens músicos,
cantores e compositores. Entre os músicos que participaram desse festival, um
dos mais conhecidos foi o guitarrista Jimi Hendrix. No Brasil, dadas as várias
semelhanças entre a MPB instrumental e o jazz, há festivais de jazz
em que músicos brasileiros e norte-americanos se apresentam e trocam
experiências. Em Campos de Jordão, é realizado o Festival de Inverno pela
Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Músicos e orquestras nacionais e
internacionais se apresentam e cursos de música são oferecidos.
ResponderExcluirpreciso fazer um trabalho de adaptação de matéria,sobre os temas em destaques,pois sem ele não conseguirei o diploma do 3° ano do ensino médio,como posso fazer? preciso entregar todos os trabalhos no dia 24/06/2016,já tentei de tudo...
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