quarta-feira, 5 de junho de 2013

ENCONTRO DA ARTE COM O PÚBLICO

TEATRO

O teatro é uma das expressões humanas mais antigas e reflete o espírito lúdico, a nossa potência imaginativa para jogar com a realidade. Nas sociedades primitivas, o teatro surge como ritual mágico destinado a obter o favor dos deuses na caça ou na colheita. Presente na cultura de muitos povos, o teatro é uma manifestação artística que se desenvolveu espontaneamente em diferentes lugares. Na Grécia, porém, o teatro teve um florescimento admirável, graças à genialidade dos dramaturgos gregos, que inventaram um jeito de contar histórias do modo como hoje conhecemos o que chamamos de teatro.
O teatro surgiu em Atenas, na Grécia antiga, a partir do culto a Dionísio, realizado nos festivais em sua homenagem, nas festas da primavera e do vinho. Nos festivais de Dionísio, especialmente em Atenas, performances dramáticas eram representadas, de forma que o culto ao deus pode ser relacionado ao gênero dramático. Ou seja, havia a representação simbólica da morte e da ressurreição do deus; o relato mítico narrado/ representado pelos atores e pelos espectadores. As pessoas envolvidas no jogo dramático eram partícipes de uma mesma crença, de uma mesma celebração. É justamente dessa dimensão ritualística, do elo entre o sagrado e o profano, entre cotidiano e extra cotidiano que se dá a feitura da linguagem do teatro. É justamente da dimensão simbólica, da mentira compartilhada, que se dá a experiência da arte teatral.
Na Grécia antiga os festivais de teatro tinham grande importância. Dedicados às tragédias ou às comédias, eles eram financiados pelos cidadãos ricos; o governo pagava aos mais pobres para que pudessem comparecer às apresentações. Os festivais dedicados à tragédia ocorriam em teatros de pedra, ao ar livre, nos quais se escolhia o melhor autor, pois, embora alguns atores fizessem sucesso, os grandes ídolos do teatro eram os autores. As apresentações duravam vários dias e começavam com uma procissão em homenagem ao deus Dionísio, considerado protetor do teatro. A plateia acompanhava as peças o dia todo e reagia com intensidade às encenações.
No palco, os atores usavam sapatos de sola alta, roupas acolchoadas e máscaras feitas de panos engomados e pintados, decoradas com perucas e capazes de amplificar a voz.
Hoje, os festivais de teatro são o espaço para que grupos teatrais possam mostrar o melhor de sua tradição teatral ou para que diretores mostrem inovações na linguagem teatral. Nos festivais, há grupos que já têm uma longa estrada percorrida e outros, que estão começando; há atores consagrados e os que mostram seu ofício pela primeira vez. As encenações vêm acontecendo tanto em espaços cênicos convencionais como em espaços alternativos. Os festivais de
teatro são uma força geradora de aproximação entre teatro e público, movendo o espectador à experiência de ir ao teatro. Os festivais de teatro também aproximam o espectador de diferentes grupos brasileiros e de outros países, sendo uma potente forma de mediação cultural.

A quarta parede é uma parede imaginária situada na frente do palco do teatro, através da qual a plateia assiste passiva à ação do mundo encenado. A origem do termo é incerta, mas presume-se que o conceito tenha surgido no século XX, com a chegada do teatro realista. Apesar de ter surgido no teatro, onde os palcos, geralmente de três paredes, apresentam mais literalmente uma “quarta parede”, o termo é usado em outras mídias, como cinema, televisão e literatura, geralmente para se referir à divisória entre a ficção e a audiência. A quarta parede é parte da suspensão de descrença entre o trabalho fictício e a plateia. A plateia normalmente aceita passivamente a presença de uma quarta parede sem pensar nela diretamente, fazendo com que uma encenação seja tomada como um evento real a ser assistido. A presença de uma quarta parede é um dos elementos mais bem estabelecidos da ficção e levou alguns artistas a voltarem a sua atenção para ela como efeito dramático.

DANÇA

O palco do teatro, que era tradicionalmente o espaço cênico pensado para a dança, era o local onde todas as ações aconteciam. Atualmente, o palco cênico é apenas uma das possibilidades entre tantas existentes. Hoje, os espetáculos de dança, além de acontecerem em diferentes espaços, buscam integração entre bailarinos e plateia. Na cena da dança contemporânea, a quarta parede foi “derrubada”. Mais precisamente, naqueles espetáculos em que os atores-bailarinos “saem do palco” e se relacionam diretamente com as pessoas do público, seja sentando ao seu lado, oferecendo algum objeto ou até mesmo convidando pessoas do público para atuar em uma pequena cena que será montada aos olhos do público.
Crescem no Brasil e no mundo os espaços para as apresentações cênicas. O teatro, que era originalmente o lugar mais apropriado para os espetáculos de dança, teatro e música, abre suas portas, permitindo que os espetáculos sejam encenados nas ruas, parques, circos, igrejas, comunidades, praças, hospitais, fábricas, espaços restaurados, galerias de arte etc. Dessa maneira, abrange um público muito mais diversificado ao mesmo tempo em que abre um diálogo bem mais envolvente entre Arte-espaços-público interessado.


MÚSICA

O público tem contato com as obras musicais de várias formas, além das gravações em discos, CDs, mp3, rádio, cinema e televisão. Frequentam teatros, bares com música ao vivo, casas de shows, igrejas, praças públicas, estádios, grandes estacionamentos e parques.
Antigamente, havia restrição técnica para a realização de espetáculos de grandes dimensões.
Os teatros, auditórios, salas de concertos e de cinemas, e mesmo os coretos das praças, atendiam a um público restrito. A cada dia, esses espaços culturais estão mais bem preparados para oferecer som de qualidade, iluminação, cenários e acomodações para receber o público. Os telões apoiam a visão para que os detalhes sejam vistos por todos.
Na Música Popular Brasileira, os festivais de música tiveram seu ápice nas décadas de 1960 e 1970. Eram muito competitivos, com torcidas organizadas que aplaudiam seus preferidos e vaiavam os concorrentes. O 3o Festival de Música Popular Brasileira, que aconteceu em 1967 no Teatro Paramont (atualmente Teatro Abril), foi uma das primeiras vezes em que a guitarra elétrica apareceu na MPB, fora do rock. Ela foi usada na apresentação da canção Domingo no parque, de Gilberto Gil, interpretada por ele, pelo grupo Os Mutantes e pela orquestra da TV Record, com arranjo e orquestração do Maestro Rogério Duprat e regência do Maestro Ciro Pereira.
Uma das características desses festivais era a disponibilização de arranjadores e orquestradores para que os compositores pudessem apresentar suas músicas de forma bem profissional. Jovens compositores se apresentaram nesses festivais e transformaram-se em grandes nomes da música brasileira, como Chico Buarque, Edu Lobo, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tom zé e tantos outros.

Nos Estados Unidos, há também um histórico festival de música, que teve seu início com a onda hippie, no final da década de 1960: o Festival de Woodstock. Um público enorme participou, assistindo a muitas bandas também formadas por jovens músicos, cantores e compositores. Entre os músicos que participaram desse festival, um dos mais conhecidos foi o guitarrista Jimi Hendrix. No Brasil, dadas as várias semelhanças entre a MPB instrumental e o jazz, há festivais de jazz em que músicos brasileiros e norte-americanos se apresentam e trocam experiências. Em Campos de Jordão, é realizado o Festival de Inverno pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Músicos e orquestras nacionais e internacionais se apresentam e cursos de música são oferecidos.

2 comentários:


  1. preciso fazer um trabalho de adaptação de matéria,sobre os temas em destaques,pois sem ele não conseguirei o diploma do 3° ano do ensino médio,como posso fazer? preciso entregar todos os trabalhos no dia 24/06/2016,já tentei de tudo...

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